Atenção: A matéria a seguir contém relatos sensíveis sobre violência sexual e pode gerar gatilhos. Em casos de violência contra a mulher, denuncie pelo telefone 180 ou procure ajuda especializada.
Durante a tarde desta terça-feira (13), Aline Campos compartilhou um relato delicado com as colegas de confinamento no Big Brother Brasil 26. Em um momento de forte vulnerabilidade, a dançarina revelou ter sido vítima de violência sexual em duas ocasiões ao longo da vida.
Segundo a participante, o primeiro episódio ocorreu após sua bebida ter sido adulterada com a substância popularmente conhecida como “boa noite, Cinderela”. Aline também mencionou um segundo caso de violência, mas optou por não entrar em detalhes.
Em conversa com as mulheres da casa, a bailarina explicou que, por muito tempo, evitou usar o termo “estupro”, embora reconheça que essa seja a definição correta do que viveu. Ela descreveu com clareza os efeitos da substância ingerida sem consentimento, relatando um estado de semiconsciência e total falta de forças.
“Você acorda, vê o que está acontecendo e volta a dormir. Eu vi o que estava acontecendo, mas não conseguia reagir. Ficava sem força e dormia de novo”, desabafou.
Questionada sobre quando o episódio ocorreu, Aline contou que foi antes do nascimento de seu filho. Ela revelou ainda que não fez denúncia na época e que guardou o ocorrido em silêncio por muitos anos. “Eu era uma menina. Não contei para minha mãe, não contei para ninguém”, afirmou.
A participante também relatou que, durante muito tempo, chegou a duvidar do próprio relato e tentou minimizar o trauma. “Eu prefiro esquecer que isso aconteceu. É algo tão surreal… você se sente culpada, sente tudo”, disse.
Segundo Aline, atualmente as mulheres encontram mais espaço para falar sobre violência sexual e serem ouvidas, algo que, segundo ela, não acontecia no passado — especialmente em situações envolvendo consumo de bebida alcoólica, que frequentemente resultavam em julgamentos. A dançarina afirmou que conseguiu elaborar o trauma por meio do acompanhamento psicológico. “Curei na terapia”, declarou.
Durante a conversa, Solange Couto, que também integra o elenco do BBB 26, compartilhou sua própria experiência. A atriz revelou que foi vítima de violência sexual ainda na infância e que conseguiu acessar e compreender essas memórias através da terapia. Ao final do diálogo, as participantes reforçaram a importância do apoio psicológico e do acolhimento às vítimas.